quinta-feira, 10 de março de 2011
Haikais e outras Rapidinhas
pelo bem ou pelo mal
tenho a estranha mania
de persistir até o final
Fingidos
não condiz ao ser discreto
gritar, chamando a atenção
à vantagem de vossa discrição
Sentido da Vida
o prazer da vida reside
onde minha mania de saudade
insiste, resiste e persiste.
O Locausto
assim sobrevivem as atrocidades:
à custa da vida de idealistas,
sufocando suas belas verdades.
Sino-Sina
vi nos teus olhos
- c a l e i d o s c ó p i o -
os vícios mais gostosos:
o meu ópio.
Aviso à penumbra
ao sair
desligue a luz
e volte aqui.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Primavera Chegou...

De uma semente ao florir
Tanta vida pra viver
Tantos risos por rir
Na Primavera havemos de ver
Um catavento, louco, girando
Canções tão bonitas no riacho a tocar
E pessoas, todas dançando
Apaixonadas e loucas, também a girar
E até o verão voltar sorrateiro
Colhemos sorrisos e flores
Para enfeitar por inteiro
Todos os nossos amores...
* ver Canção da Primavera, por Mario Quintana
One Piece...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Amor de verão
Já é tarde e perigoso, mas não posso mais voltar
e para onde vou ainda é uma incógnita.
Mas a praia onde descanso é uma inóspita
fenda entre duas rochas.
E nela encontro, ao suspirar,
uma curiosa concha na onda a bailar.
Cutuco, bato forte e em minhas mãos a detenho,
tento abrir sua casca com tanto empenho
que não viso parar.
Já é tarde e perigoso, mas não posso mais voltar.
Talvez eu siga uma estrela cadente,
talvez eu siga uma estrela-do-mar.
A concha não se abre e fere minhas mãos
enquanto meu incerto futuro desabrocha.
Não quero mais tentar abri-la em vão.
E uma pequena gaivota vem me mostrar
que ainda há um longo caminho para caminhar.
Tanto faz se é para lá ou para cá.
O dia já vai indo!
Foi lindo, foi lindo...
Mas não quero mais ficar.
Sigo a gaivota e talvez ela vá decifrar
que a concha não havia de se romper
assim como certas coisas não hão de acontecer.
E a praia vai findando.
A concha apenas na memória ficando.
Porque eu escolhi seguir minha liberdade
branca como a neve que eu já vejo chegar...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Relembrando...
Se for preciso para aprender.
Que o passado, mesmo perto, é só eco do que não há de ser.
E não há amores, sabores, nem histórias de super-heróis para tirá-lo.
De onde se meteu, agora é só aperto. Só desespero não vai te fazer ver.
Que na verdade mil portas se abrem, mas só a janela não faz vento.
E nela você quer se debruçar... se desgastando por tanto tempo.
Não adianta o desespero.
A chave fica guardada, perdida num outro plano temporal.
Não tem como voltar, agora.
Mas você é tão jovem...
Sem sonhos, sem amor, sem vida. Sem glória.
Pra onde, então, vai sua poesia?
Morrendo na praia, salgada da maresia.
De um mar que te toma e doma por completo.
Até que você não é mais seu.
Você é do seu passado, dos seus monstros nostálgicos que abrigam o conhecido breu.
De uma mente atormentada, que só deseja uma estrada...
Para a perdição.
Vamos soltar os grilhões!
domingo, 5 de julho de 2009
Cheiro de Jasmim
Quanta tranqüilidade nesta noite sem sons
Apenas o doce cheiro de jasmim que tem a amizade
E eu quase posso ver seu sorriso pintado de saudade
Cada resquício, ainda em mim, dos momentos bons
Ainda batem no meu peito, apesar de você muito distante
E sem lutas, desarmados, aproveitamos o instante
Fazendo-nos almas cada vez mais transparentes
Aos sussurros fazemo-nos amigos contentes
Em nossa intimidade e nossa ritmicidade, e só
Como havia de ser desde a primeira nota dó

Dessa valsa meio tango, meio samba.
Mais que beijos e abraços e feitiços desastrados
Somos dois Espíritos encarnados e feitos para ser só um
Não há matéria entre nós que nos mantenha separados
Mas apenas um sentimento que justifica nossa felicidade
Daí vem o doce aroma de jasmim... que tem a amizade.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Message in a Bottle...
